terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Nihil, o final.

Então tudo era vazio, clamou o poeta
Ele procurava razoes, não encontrava
Não era feliz, nem triste
Imagem despedaçada, era vazio
Pensara em se matar, nem isso valia a pena
Ele fechou os olhos, o abismo retornou o olhar
E agora o que fazer, escolhera viver
Destruíra toda sua fé, não existia saída
Ele foi à floresta, abraçou seu destino
Encontrou-se perdido, achou o caminho
Estava vivo. Era a vida. Era vazio
Caminho, esguio, sem fim
Fazia frio...
Muito frio...
Depois de sua jornada, reconstrução
O vazio tomava forma, era agora tangível
Voltara para a selva, vira o palhaço, sentira o cheiro do ópio
Ajoelhou-se o palhaço sorriu... E se fora do mundo dos vivos
Entrou em seu apartamento
Acendeu um cigarro
Bom amigo de outras eras
Não que isso fizesse diferença
Mas sim, apenas porque quis
E foi feliz

Um poema Simples

Fechei os olhos para não ver o passar das horas
Cálidas, singelas, sublimes e tão belas
Um sorriso doce me trazia lembranças de infância
Tantas quantas se podem imaginar
Como gotas iluminavam minha face
E levavam embora o desgaste
De uma vida sofrida
Regrada
Perdida
Hoje sentado na varanda
Seguro um livro e uma caneca
Observo a superfície do lago
E te vejo...

Deixando o Sol para trás.

A luz do sol bate em minhas costas
Vejo a frente o caminho que escolhi
um caminho solitário porem alegre
D'queles que escolheram fazer assim
A luz do sol queima minha nuca
uma sombra se projeta pelo solo
vejo nela um passado bem presente
desejava que tudo fosse simples
A luz do sol se esvai em raios fúteis
uma sombra gigante se apaga
me into livre
finalmente
na noite
que se propaga.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Caminhante noturno parte 1

Estava ele entre prosa e poesia
Pele rasgada pelo pecado
_Tem café, pode me dar um cado?
Disse ele ao avistar um viajante
Para surpresa do protagonista
Dessa vida sem respostas
Não fora visto nem ouvido
Apenas um grito sem resposta
_ Aí meu deus um acidente
E o viajante foi ver se tinha gente

Dúvida



Não existe verdade nem mentira tudo é uma ilusão, de olhos fechados tentei acreditar em minha vida.
Hoje sou o retrato de algo que você em minha alma, no âmago negro de meu coração. Poeta vazio coração frio, observando o mundo sem tomar partido.

Fardo

Estou indo embora
Carrego meu fardo 
Pedindo de um mundo vazio 
Um pouco de amor
Mil tragédias a minha volta 
Aqueles que se foram
Ninguém volta
Sem existir alguém
Que atenda minha dor
Levanto minhas mãos
Adeus...

Abismo

Me joguei em seu abismo, me entrelaçando nas sombras de seu sorriso falso... Encontrei uma faca enferrujada e cortei os laços que possuíamos, cada laço feito de mentiras e ilusões. Hoje caminho pela hipocrisia do mundo, cuspindo sangue em ilusões febris sem esperança de voltar.
 
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